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11/01/2026
Jovem que sequestrou, torturou e matou irmãs é encontrado morto na cela onde cumpria pena
IPATINGA, MG - Leonardo Victor Citadino da Costa, de 22
anos, foi encontrado morto no Ceresp Ipatinga, no Vale do Aço, nesta
quinta-feira (8/1). Ele foi condenado a 98 anos de prisão pelas mortes das
irmãs Elisângela Ribeiro da Cruz, de 50 anos, e Camila Keila Ribeiro da Cruz,
de 44, em janeiro de 2024, na mesma cidade. O caso é investigado como
homicídio. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança
Pública (Sejusp), policiais penais da unidade foram chamados por detentos de
uma das celas, que afirmavam que Leonardo estava desacordado. Conforme os registros, o detento estava caído no banheiro da
cela, sem sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi
acionado e a morte foi confirmada. O estado em que se encontrava o corpo não
foi divulgado pelas autoridades. Leonardo Victor foi condenado a uma sentença de 98 anos e
seis meses pelas mortes das irmãs, em regime fechado. O comparsa dele, Miguel
Alves Nascimento, recebeu a sentença de 86 anos e oito meses de prisão, também
em regime fechado, mas foi morto a tiros em fevereiro de 2024 quando estava
foragido em Governador Valadares. Leonardo foi admitido no Ceresp Ipatinga em 6 de fevereiro
de 2024, um mês após o duplo homicídio, e possuía passagens pelo sistema
prisional desde junho de 2020. Dois dos detentos da cela, ambos de 25 anos, foram
classificados como suspeitos. Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)
afirmou que eles foram ouvidos por meio da 2ª Central Estadual do Plantão
Digital e tiveram as prisões em flagrante ratificadas. Os dois permanecem no
sistema prisional e estão à disposição da Justiça. Um inquérito policial foi instaurado para apurar o
homicídio. O caso também é apurado pela direção da unidade prisional, por meio
de um procedimento interno também já instaurado. O crime Conforme a decisão da Comarca de Ipatinga, Leonardo e o
comparsa sequestraram as irmãs e as levaram, em um porta-malas, até um
cativeiro. As vítimas foram amordaçadas, tiveram os pés e as mãos amarrados, e,
na sequência, foram torturadas e executadas. Elas foram encontradas ainda
amarradas em uma rua sem calçamento. A decisão também reconheceu que, depois do crime, a dupla
furtou um carro, dinheiro e bens das vítimas. Os investigados foram
considerados culpados pelo Tribunal do Júri e o homicídio foi classificado como
duplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a
defesa das vítimas e uso de arma de fogo de uso restrito.
EM, com fotos: Divulgação/Redes Sociais
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