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24/02/2026
Coordenação da campanha de Lula começa a ser definida; veja os primeiros e principais nomes
BRASÍLIA, DF - A coordenação da campanha do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva à reeleição deverá ter como principais coordenadores
ministros palacianos e o presidente nacional do PT, Edinho Silva. Participarão,
ainda, os ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, e
Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social (Secom). A formação ainda não está oficialmente confirmada, à exceção
de Boulos, que comentou o tema publicamente. A informação foi publicada pelo
jornal Correio Braziliense. Fontes do PT ouvidas sob reserva pelo Correio afirmam que a
participação de Edinho ainda não foi discutida, e que o partido está se
dedicando, no momento, à montagem de palanques estaduais. O interlocutor, porém,
explicou que o presidente da legenda, tradicionalmente, participa da
coordenação de campanha. Boulos, por sua vez, comentou sobre o tema hoje (23/2)
durante a estreia do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, com o
apresentador José Luiz Datena, e confirmou que estará no grupo. “Eu acredito na reeleição do Lula. Acredito que o Lula vai
ser tetra. Vou trabalhar para isso, vou estar na coordenação de campanha do
Lula, junto com o Edinho, com o Sidônio”, declarou o ministro. Questionado por
Datena se deixará o cargo para participar da campanha, Boulos disse que sairá
da pasta apenas se for necessário. “Neste momento, eu vou estar atuando e trabalhando na
campanha depois das 18h. Eu vou ter minha agenda como ministro. A princípio,
não pretendo fazer isso (deixar o ministério), mas se a campanha exigir isso,
se for missão…”, disse ainda. Boulos foi nomeado ministro por sua proximidade com
movimentos sociais, ampla presença nas redes e capacidade de mobilização. Ele
organizou grandes protestos no ano passado, como a manifestação contra o
Congresso Nacional após a derrubada do decreto que aumentou o IOF, em junho
passado. Sidônio, por sua vez, é publicitário e participou da
campanha de Lula em 2022. Ele fez carreira atuando em campanhas políticas,
principalmente para candidatos do PT. Com perfil técnico e discreto, resistiu
em assumir o atual ministério, mas foi convencido por Lula. Pessoas com cargos
públicos, inclusive servidores, não podem atuar em campanhas políticas dentro
do horário do expediente. A reportagem pediu à Secom um posicionamento sobre a
participação do ministro Sidônio na campanha e se ele permanecerá ou não no
cargo, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria. Além do núcleo de coordenação formado por Boulos, Edinho e
Sidônio, outros aliados do presidente devem assumir o papel de coordenadores
regionais, como é o caso do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social,
Família e Combate à Fome, Wellington Dias, cotado para coordenar a campanha no
Nordeste. O papel de Haddad O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também deve ter
participação forte na campanha presidencial, mas não como coordenador, como ele
mesmo afirma. Em entrevista à GloboNews publicada em janeiro, Haddad deixou em
aberto que pode participar da criação do programa de governo de Lula para o
mandato 2027-2030. Internamente, ele é cotado também como forte candidato a
disputar o governo de São Paulo contra o atual mandatário, Tarcísio de Freitas,
que diz buscar a reeleição. A candidatura de Haddad é demanda do presidente
Lula, que tenta convencer o aliado a concorrer, apesar de o ministro da Fazenda
negar querer disputar qualquer cargo em outubro. A expectativa é que a participação de Haddad seja definida
durante a viagem de Lula à Índia e à Coreia do Sul, que acaba hoje. O titular
da Fazenda compõe a comitiva. Eles devem voltar a Brasília nesta quarta-feira
(25). No momento, o maior desafio para a campanha é a formação de
palanques nos maiores colégios eleitorais. Em São Paulo, além de Haddad, Lula
quer ter candidaturas competitivas ao Senado Federal, como a ministra do
Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Em Minas Gerais, o presidente tenta convencer o senador
Rodrigo Pacheco (PSD-MG) a concorrer ao governo mineiro. Ambos os estados são
considerados essenciais para o resultado ao Planalto, e Lula precisa de
palanques fortes.
Correio Braziliense, com foto: Reprodução/X
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