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26/02/2026
Hugo Motta prevê votação da PEC do fim da escala 6x1 até maio e afirma: “há um ambiente favorável”
BRASÍLIA, DF - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo
Motta (Republicanos-PB), indicou nesta quinta-feira (26/2) que a proposta de
emenda à Constituição que altera o modelo de jornada 6x1 deve avançar na Casa
ao longo do primeiro semestre. A intenção, segundo ele, é concluir a tramitação
nas comissões até abril e deixar o texto pronto para apreciação do plenário até
maio. Pelo planejamento apresentado, a admissibilidade da proposta
será analisada inicialmente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ),
etapa prevista para março. Se superar essa fase, o texto seguirá para uma
comissão especial em abril, antes de ser submetido ao conjunto dos deputados. “Estabelecemos o calendário do mês de março para que essa
admissibilidade possa tramitar na CCJ e, sendo aprovado, como eu acredito que
irá ser, nós queremos criar a comissão especial no mês de abril, para quem sabe
até o mês de maio, se possível, estarmos levando essa proposta ao plenário da
Câmara”, declarou. De acordo com Motta, a condução do debate envolverá diálogo
com representantes dos trabalhadores e do setor produtivo, com o objetivo de
avaliar os impactos econômicos e sociais da mudança. O presidente da Casa
afirmou ainda que, nas conversas com líderes partidários, percebeu disposição
favorável ao avanço da matéria. “Queremos fazer uma discussão sem atropelos, sem ideologia,
olhando de fato os prós e os contras de tomar essa decisão, mas há no
Congresso, pelo que conversamos com as lideranças, um ambiente favorável”,
falou. PEC da Segurança Além da proposta sobre a jornada de trabalho, Motta informou
que pretende incluir na pauta da próxima semana a PEC da Segurança Pública. A
previsão é votar o texto em comissão especial na terça-feira (3/2) e levá-lo ao
plenário no dia seguinte (4/2). “Essa matéria, com certeza, também ajudará no enfrentamento
ao crime organizado do nosso país, organizará o nosso sistema de segurança”,
finalizou.
Correio Braziliense, com foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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