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11/03/2026
Hugo Motta diz que Câmara deve votar regulamentação do trabalho por aplicativos até o início de abril
BRASÍLIA, DF - O presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), afirmou que pretende colocar em votação o projeto que
regulamenta o trabalho de entregadores e motoristas por aplicativos até abril
(PLP 152/25). Segundo ele, é preciso ainda um pouco de tempo para construir um
texto viável politicamente e que garanta condições dignas para os trabalhadores
e sem impacto no custo para empresas e consumidores. Motta recebeu na residência oficial os ministros Guilherme
Boulos (Secretaria-Geral), Luiz Marinho (Trabalho), Gleisi Hoffmann (Relações
Institucionais) e o relator do texto na Câmara, deputado Augusto Coutinho
(Republicanos-PE), para uma reunião sobre o tema. Atualmente, existem
aproximadamente 2,2 milhões de trabalhadores de aplicativos no País. “Está na comissão especial e deve ser votado no colegiado,
mas a data da votação depende da negociação que precisa se feita, existem
pontos consensuados e pontos que precisam ser conversados. Vamos tentar votar o
texto o quanto antes. Eu trabalho com o mês de março até o início de abril para
votar no Plenário”, indicou o presidente. “Queremos que o texto fique redondo e que a Câmara possa
avançar com garantias para o trabalhador, como previdência, seguro acidente,
seguro de vida, para o Brasil ter um modelo de legislação que proteja os
trabalhadores e garanta o serviço da plataforma”, afirmou Motta. O relator, deputado Augusto Coutinho, afirmou que a reunião
foi positiva e que o objetivo do seu parecer é que o texto tenha o maior ganho
possível para o trabalhador. Um dos pontos mais polêmicos da proposta é o que
garante uma taxa mínima de entrega para os trabalhadores. Segundo o
parlamentar, esse ponto ainda precisa ser debatido com os diversos interessados
no tema. “Houve entendimentos, o valor mínimo para motoristas estava
no projeto, mas isso iria inviabilizar, porque 25% das corridas ficam menos de
R$ 8, e a nossa proposta já entendeu que isso é uma matéria que podia ser
retirada. Não haverá valor mínimo para motoristas”, explicou. “É importante dizer que o projeto traz avanços enormes para
o trabalhador de aplicativos”, disse Coutinho. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República,
Guilherme Boulos, afirmou que, se não houver acordo sobre a taxa mínima de
entrega no relatório, o governo vai apresentar uma emenda ao texto na votação. “É preciso ter uma regulamentação o quanto antes porque do
jeito que está só interessa às grandes plataformas e não aos trabalhadores.
Hoje, você pega o motorista de Uber, a plataforma fica com 50% de taxa de
retenção, isso não é razoável”, disse Boulos.
Luiz Gustavo Xavier/Wilson Silveira – Agência Câmara de
Notícias, com foto: Reprodução/TV Câmara
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