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26/03/2026
Justiça italiana aceita extradição de Zambelli, presa na Itália após ser condenada no Brasil a 10 anos de prisão
BRASÍLIA, DF - A Corte de Apelação da Itália decidiu
favoravelmente à extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A informação
foi confirmada pela Embaixada do Brasil em Roma. Ainda cabe recurso da sentença, antes de o assunto ser
levado para a decisão final do governo do país europeu. Em maio do ano passado, Zambelli foi condenada pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão e perda de mandato parlamentar por
ser a autora intelectual da invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional
de Justiça (CNJ), ocorrido em janeiro de 2023. A invasão resultou na inserção de um mandato falso de prisão
contra o ministro da Corte, Alexandre de Moraes. De acordo com as
investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi
condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da ex-parlamentar. Entenda Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil no início de
junho e passou quase dois meses foragida. No final de julho, a ex-deputada foi
detida na Itália em uma operação conjunta com a Polícia Federal brasileira, com
base no alerta vermelho da Interpol, a polícia internacional. Por ter dupla cidadania, a condenada tentava escapar do
cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes. Carla Zambelli, então, foi encaminhada à penitenciária
feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma. A defesa de Zambelli chegou a solicitar a transferência para
prisão domiciliar ou liberdade condicional alegando problemas de saúde e falta
de assistência médica adequada na unidade, mas os pedidos foram negados pela
Corte de Apelação. Em um segundo julgamento no Brasil, o STF condenou novamente
a ex-parlamentar, desta vez por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal
com emprego de arma de fogo ao perseguir nas ruas de São Paulo o jornalista
Luan Araújo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A pena estipulada nesta condenação foi de
cinco anos e três meses de prisão Em fevereiro deste ano, a defesa tentou trocar os juízes do
caso em Roma alegando parcialidade nas audiências, mas o pedido também foi
negado.
Daniella Almeida/Denise Griesinger – Agência Brasil, com foto: Elaine Menke/Câmara dos Deputados
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