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27/03/2026
Mulher acusada de matar cinco, dos sete filhos, envenenados, tem pedido de insanidade mental negado
TIMÓTEO, MG - O pedido da defesa de Gissele Rosângela de
Oliveira, acusada de assassinar cinco, dos sete filhos biológicos envenenados,
para averiguar possível insanidade mental, foi negado pela Vara Criminal e da
Infância e da Juventude da Comarca de Timóteo, no Vale do Aço, região do
interior de Minas Gerais. A decisão foi dada nessa quarta-feira (25/3), quando
foi realizada a primeira audiência de instrução do caso. Na audiência de ontem, foram ouvidas seis testemunhas de
acusação. A audiência de continuação foi marcada para 8 de maio, às 10h, quando
serão ouvidas mais testemunhas e quando, possivelmente, a ré será interrogada.
O caso tramita na Comarca de Ipatinga, também no Vale do Aço mineiro. Conforme a decisão, "a legislação processual exige que
esta dúvida seja fundada e suficientemente demonstrada por elementos que
revelem, ainda que minimamente, a plausibilidade de transtorno mental atual ou
pretérito, capaz de comprometer a imputabilidade penal." "No presente caso, não se extrai dos autos qualquer
documento médico, laudo técnico, atestado ou registro clínico capaz de
sustentar minimamente a pretensão defensiva", considerou a juíza Marina
Souza Lopes Ventura Aricodemes, em sua decisão. Relembre o caso A suspeição da morte dos cinco filhos foi levantada pela mãe
de Gisele, que procurou a polícia para prestar depoimento e relatar que a filha
tinha problemas psiquiátricos. Segundo a mãe, a suspeita começou a apresentar
problemas psiquiátricos em 2008. A primeira morte, de João Damasceno, teria ocorrido em
outubro de 2010. Um mês depois, o segundo filho, Cauã, morreu nas mesmas
circunstâncias. Na época, segundo a polícia, não houve suspeitas e as mortes
foram atribuídas a causas naturais. Posteriormente, em 2019, mais dois filhos de Gisele morreram
– em junho, Ana Júlia; em agosto, Kaik. Conforme informado pela polícia, ainda
sem nenhuma suspeita entre os casos. Em janeiro de 2023, morreu o quinto filho
de Gisele. Foi quando a mãe da investigada encontrou na casa da filha caixas de
sedativos. A avó, então, suspeitou das mortes dos netos. Em outubro de 2025, a Polícia Federal (PF) participou do
processo de extradição da mulher, que fugiu para Portugal no mesmo ano e foi
presa no país europeu. De acordo com as investigações da Polícia Civil de Minas
Gerais (PCMG), a acusada teria administrado, intencionalmente, substâncias
sedativas, que provocaram a morte de seus cinco filhos, com idades entre 10
meses e três anos. Os crimes ocorreram entre 2010 e 2023, em Timóteo. Mesmo de Portugal, segundo as investigações, Gisele
continuou intimidando familiares e testemunhas para impedir as investigações.
Ela foi localizada em Coimbra, em 5 de maio do ano passado, e presa pela
Polícia Judiciária portuguesa. Conforme a PF, o nome dela constava na lista de
Difusão Vermelha da Interpol – um alerta internacional para uma pessoa procurada.
EM, com foto: Reprodução/Redes Sociais
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