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22/04/2026
Hugo Motta sobre projeto dos aplicativos: Câmara não concorda em aumentar o custo das operações
BRASÍLIA, DF - O presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), afirmou que o adiamento da votação do projeto que trata da
regulamentação dos trabalhadores por aplicativos ocorreu porque o governo
federal avaliou mal o texto. “Infelizmente, acho que houve, da parte de integrantes do
governo, uma falta de compreensão de que se poderia exagerar no que diz
respeito a algumas questões colocadas, que isso iria trazer uma consequência,
na minha avaliação, muito danosa para esse sistema, incluindo os trabalhadores,
que iria culminar no aumento do preço da operação dessas plataformas",
afirmou o presidente em entrevista à Globonews na manhã da última sexta-feira (17). Motta defendeu o texto apresentado pelo relator, deputado
Augusto Coutinho. Na avaliação do presidente, o texto trouxe avanços
substanciais para os trabalhadores de aplicativos, como direito previdenciário,
seguro-saúde e seguro de vida, além de limitar a negociação das plataformas,
“que muitas vezes se dá de maneira abusiva”, disse Motta. “E, para aumentar o preço desses aplicativos, que hoje fazem
parte da nossa vida, hoje nós não nos vemos sem esses aplicativos, jamais teria
a nossa concordância. A Câmara jamais iria assinar embaixo de um projeto que
trouxesse aumento dessa operação”, ressaltou o presidente. Minerais críticos Na entrevista, o presidente da Câmara destacou ainda uma
extensa pauta de votações de projetos importantes até o recesso do meio do ano,
como o fim da escala de trabalho 6x1, a regulamentação da inteligência
artificial e propostas de segurança pública. Motta afirmou ainda que o projeto que estabelece um marco
legal da exploração dos minerais críticos (“terras raras”) é uma das
prioridades da Casa. Segundo ele, o país tem a segunda maior reserva de
minerais críticos do mundo. “Um projeto que proteja a soberania nacional e coloque o
país não só como exportador de minerais críticos, mas sim grande produtor de
tecnologia, e isso vai fazer com que tenhamos condição de exportar
matérias-primas com valor agregado, para que isso incentive a educação com
formação de mão de obra e, consequentemente, gere riqueza”, defendeu.
Luiz Gustavo Xavier/Wilson Silveira – Agência Câmara de
Notícias, com foto: Acervo/Câmaa dos Deputados
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