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24/04/2026
Presidente Hugo Motta cria comissão na Câmara dos Deputados para analisar PEC da redução da escala 6x1
BRASÍLIA, DF - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo
Motta (Republicanos-PB), publicou nesta sexta-feira (24) ato criando a comissão
especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que
trata da redução da jornada de trabalho no país. O texto teve a admissibilidade
aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta-feira (22). A CCJ só analisa se os textos estão aderentes à Constituição
Federal. O mérito caberá à comissão especial. A comissão será composta de 37 membros titulares e de igual
número de suplentes. Pelo regimento, o colegiado terá o prazo de até 40 sessões
para proferir seu parecer. Os membros analisarão duas propostas de redução na jornada
de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz
a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria
ao longo de dez anos. A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika
Hilton (PSOL-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com
limite de 36 horas no período. Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de
trabalho por um de descanso (6x1). Se aprovadas na comissão especial, irão
depois para votação no plenário. As duas propostas ganharam força com o movimento “Vida Além
do Trabalho", que busca o fim da escala 6x1 para melhorar a saúde mental e
a qualidade de vida dos trabalhadores. A admissão das propostas foi aprovada
por unanimidade em votação simbólica. Quando a PEC for à votação no plenário, será exigido um
quórum de três quintos dos votos dos deputados, o que corresponde a 308
parlamentares, em dois turnos. Proposta do governo Como essa tramitação pode se estender por meses e diante da
tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva, enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL)
com urgência constitucional para acabar com a escala 6x1 e reduzir a jornada de
44 para 40 horas semanais. O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou
tranca a pauta do plenário da Câmara.
Luciano Nascimento/Aécio Amado – Agência Brasil, com foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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