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21/05/2026
Presidente da Câmara, Hugo Motta quer votar o fim da escala 6x1 no Plenário na próxima semana
BRASÍLIA, DF - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo
Motta, afirmou que quer votar na próxima semana, no Plenário, a proposta de
emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a
escala 6x1. De acordo com o presidente, a comissão especial deve votar o texto
na semana que vem, e a proposta deve seguir direto para o Plenário. Motta ainda
vai se reunir com o relator da PEC na comissão, deputado Léo Prates
(Republicanos-BA), até o fim da semana para detalhar os pontos do parecer. “Alguns pontos estão sendo discutidos. Vamos receber
representantes do setor produtivo e vamos conduzir essa pauta com equilíbrio,
sem abrir mão de entregar à sociedade a redução da jornada, sem redução
salarial e dois dias de descanso”, disse o presidente. “Temos a plena
convicção de que isso não atrapalhará a produtividade do país”, disse. Pauta Após reunião de líderes, Motta detalhou ainda a pauta da
semana de votações no Plenário. Segundo ele, os líderes partidários decidiram
votar nesta e na próxima semana projetos ligados ao agronegócio. O deputado
destacou que ainda não há acordo quanto ao mérito das propostas, mas a Frente
Parlamentar da Agropecuária e o governo estão negociando. Segundo ele, a Casa vai avançar primeiro em requerimentos de
urgência e depois na discussão dos textos. Entre eles, citou o Profert, que
incentiva a produção de fertilizantes no Brasil, o seguro rural e a proposta
sobre combustíveis. Explicou que a proposta busca diminuir a dependência
externa e proteger o setor agropecuário das oscilações do mercado
internacional. “Hoje, o Brasil tem, na sua balança comercial, uma grande
importância do setor do agro e não é bom ficar vulnerável aos preços dos
fertilizantes de outros países. A estratégia é buscar a produção nacional”,
disse o parlamentar. Já em relação à proposta que cria o seguro rural, com
garantias para os produtores, Motta afirmou que o texto está sendo negociado
com o governo para construir um consenso na votação. Além dessa proposta, está na pauta o Projeto de Lei
Complementar (PLP) 114/26, que vincula o aumento extraordinário de receita
federal obtido com arrecadação pela subida do barril de petróleo exportado a
medidas para estabilizar os preços dos combustíveis no país. O presidente
ressaltou que a medida é pontual enquanto durarem os efeitos econômicos no
petróleo da guerra com o Irã. “Vamos continuar o diálogo com o governo para um texto de
consenso, para trazer uma garantia de que não tenhamos um aumento do preço dos
combustíveis para o consumidor”, explicou Motta.
Luiz Gustavo Xavier/Wilson Silveira – Agência Câmara de
Notícias, com foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
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