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22/05/2026
Padrasto é preso suspeito de abusar das enteadas por 5 anos; os abusos começaram quando elas tinham 10 e 18 anos
INDAIABIRA, MG - Um homem de 51 anos investigado por abusar
sexualmente de duas enteadas durante cinco anos foi preso preventivamente na
última quinta-feira (21/5), em Indaiabira (MG), no Norte do estado. De acordo
com a Polícia Civil (PC), os abusos começaram quando as vítimas tinham 10 e 18
anos. Atualmente, as vítimas têm 21 e 29 anos. Conforme relatado
por elas, os episódios de violência sexual ocorreram durante toda a
adolescência dentro do ambiente familiar. Segundo o relato da mais nova, os abusos envolviam toques de
cunho sexual e ameaças recorrentes. O padrasto, inclusive, ameaçava matá-la e a
mãe delas caso denunciasse. Aos 15 anos, a vítima deixou a casa da família. Já a irmã mais velha disse que foi ameaçada com uma arma de
fogo e alvo de atos sexuais enquanto voltava para casa depois de uma festa. Ainda de acordo com a PC, a filha biológica do suspeito,
atualmente com 11 anos, sofre violência psicológica e é intimidada
frequentemente. O investigado tem registro criminal anterior por homicídio. Segundo a delegada Mayra Coutinho, responsável pelas
investigações, os relatos demonstram um contexto prolongado de intimidação e
silêncio imposto às vítimas. “Crimes de violência sexual praticados no ambiente doméstico
e familiar são marcados pelo medo e pela dificuldade de denúncia. O acolhimento
especializado e os canais de comunicação com a polícia são fundamentais para
interromper esse ciclo”, afirmou. Em março deste ano, após cumprimento de mandado de busca e
apreensão na residência do suspeito, a polícia apurou novas ameaças contra
familiares e pessoas relacionadas à denúncia, realizada virtualmente. Após a
denúncia, foram adotadas medidas de proteção. A prisão do suspeito foi deferida pela Justiça e a medida
foi executada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em
Taiobeiras (MG), também no Norte do estado. O investigado foi encaminhado ao
sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
EM, com foto: Divulgação/Polícia Civil
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