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01/06/2026
Professor de dança é preso por enviar fotos íntimas a aluno de 13 anos; mãe se passou pelo filho
RIBEIRÃO DAS NEVES, MG - Um professor de dança de 55 anos
foi preso por abuso sexual contra um aluno de 13 anos no Bairro Sucupira, em
Ribeirão das Neves (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com informações da Polícia Militar, o caso começou
a ser descoberto no último dia 22 de maio, quando a mãe do adolescente, de 30
anos, flagrou conversas de cunho sexual entre o filho e o educador, que atua na
Escola Municipal Zilda Arns, localizada no bairro Piratininga, na região de
Venda Nova, em Belo Horizonte. Ao analisar o conteúdo das mensagens, que incluía fotos
íntimas do professor, elogios de conotação sexual ao adolescente e a colegas de
classe, além de questionamentos sobre a intimidade do estudante, a mãe decidiu
simular que era o filho. Ela marcou um encontro com o suspeito próximo à
residência da família e acionou a PM. O professor aceitou o convite, mas enviou um motorista de
aplicativo ao ponto de encontro combinado, uma padaria. O condutor alegou que
não tinha envolvimento com o crime e que estava apenas realizando uma corrida
de trabalho. No entanto, a PM informou que o motorista despertou desconfiança
pois, ao estacionar em frente ao estabelecimento, olhou para o interior da
padaria e piscou os olhos, fazendo uma espécie de sinal. Ainda assim, o motorista colaborou com os militares e
apresentou as mensagens trocadas com o suspeito, nas quais o professor
solicitava que o condutor fosse ao local "buscar o sobrinho dele". A polícia deslocou-se até o endereço final da corrida e
localizou o suspeito em frente à sua residência. Ao notar a aproximação da
viatura, o homem tentou retornar para o imóvel, mas foi abordado e preso pelos
militares. O investigado acionou três advogados para acompanhar os
procedimentos legais. O motorista foi liberado e assumiu o compromisso de prestar
depoimentos futuros. O adolescente, abalado psicologicamente e constrangido com
a situação, não compareceu à delegacia; apenas a mãe, como responsável legal,
apresentou-se para registrar a ocorrência. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) foi procurada pela
reportagem, que aguarda resposta.
EM, com foto: Divulgação/Polícia Militar
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