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30/06/2026
Justiça investigará sanidade mental de jovem preso após matar e decapitar a própria mãe
BELO HORIZONTE, MG - O Tribunal do Júri de Belo Horizonte
instaurou um incidente de sanidade mental para avaliar o homem, de 26 anos,
investigado por matar e decapitar a própria mãe, Jussara Maria Rodrigues, de
54, no Bairro Nova Cachoeirinha, Região Noroeste de Belo Horizonte. A decisão
foi assinada pela juíza de Direito Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, da 1ª
Sumariante da comarca da capital. Ritchie Glaycon Rodrigues Viana foi preso em flagrante em 22
de junho pelo crime de feminicídio, e teve a prisão convertida em preventiva. A
decisão foi assinada pelo juiz Antônio, da Secretaria de Audiências de Custódia
da Comarca de Belo Horizonte. A abertura do procedimento atende a uma representação da
Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que foi respaldada por manifestação
favorável do Ministério Público (MPMG). Com a instauração, a avaliação da
sanidade mental tramitará separadamente da ação principal. Para assegurar os
direitos do investigado, a magistrada nomeou um Defensor Público para atuar na
defesa do caso. A perícia médica do investigado já possui data marcada. O
exame psiquiátrico deverá ser realizado no Instituto Médico-Legal (IML) na
próxima segunda-feira, dia 29 de junho, às 9h. O juiz determinou que a unidade
prisional seja oficiada com urgência para garantir a escolta e o encaminhamento
do preso até o local do exame. Inquérito continua em andamento Mesmo com a instauração do incidente psicológico, a juíza
optou por não suspender o inquérito policial neste momento. A justificativa é o
réu estar preso, o que impõe a necessidade de respeitar a duração do processo
para a conclusão das apurações criminais básicas. Os autos foram devolvidos diretamente à Delegacia de Polícia
de origem com um prazo estipulado de 10 dias, que se encerra no dia 3 de julho.
Dentro desse período, a autoridade policial deverá concluir diligências e
anexar provas materiais ao processo. O que aconteceu? O crime, tipificado inicialmente como feminicídio, chocou a
população e autoridades pela brutalidade. O assassinato ocorreu na madrugada do
último domingo (21/6). A Polícia Militar (PMMG) foi acionada por familiares e
vizinhos. Eles estranharam a ausência da vítima, que costumava frequentar a
casa do pai aos domingos e não respondia a mensagens desde a manhã do mesmo
dia. Os militares compareceram ao imóvel e, após tentativas
frustradas de contato, precisaram arrombar a porta de entrada. No interior do
apartamento, os policiais encontraram e contiveram o suspeito. Ao ser
questionado, o próprio investigado admitiu ter assassinado a mãe e apontou o
quarto onde estava o corpo. A perícia da Polícia Civil (PCMG) constatou que a mulher foi
estrangulada, sofreu múltiplas lesões por arma branca na face, no tórax, no
abdômen e nos membros, e foi posteriormente decapitada. Em depoimento à PCMG, o suspeito afirmou que mantinha uma
relação difícil com a mãe, embora não tivesse ocorrido nenhuma discussão ou
agressão física antes do crime. Ele alegou ter ouvido uma "voz"
ordenando que a matasse e justificou o ato por um sentimento interno de
vingança ligado a uma suposta negligência materna — apesar de admitir que ela
arcava com todas as despesas da casa, uma vez que estava desempregado. O filho informou ter um diagnóstico de esquizofrenia, feito
em Portugal, país onde morou e onde já havia apresentado surtos psicóticos
anteriores. Ele admitiu que sabia da necessidade de tratamento psiquiátrico,
mas optou por não seguir as recomendações médicas e não tomava nenhuma
medicação. O corpo de Jussara Maria foi velado e sepultado nessa terça-feira
(23/6).
EM, com foto: Reprodução/Redes Sociais
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