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30/08/2026
Mulher descobre na morte do namorado que era traída por ele, após “velório com três viúvas”
CIPÓ, BA - Parece história de novela: a engenheira civil e
arquiteta Kaline Macedo só descobriu que estava sendo traída depois que o
namorado, com quem estava junto havia 12 anos, morreu. A baiana contou nas
redes sociais que foi durante o velório do namorado que ela soube que ele
mantinha outros relacionamentos paralelos. "Eu não ia contar sobre isso aqui, pq ainda mexe demais
comigo tudo que eu descobri e passei. mas resolvi compartilhar pq pode ser que
minha história sirva para ajudar alguma mulher a não passar pelo mesmo que
eu", disse Kaline, em suas redes sociais. Segundo ela, a revelação aconteceu após uma conversa entre
sua mãe e outra mulher que também dizia ser companheira do homem. Ao todo, ele
mantinha relações com pelo menos quatro mulheres. O relato ganhou grande repercussão no TikTok e em outras
plataformas, onde Kaline compartilhou detalhes do relacionamento e do processo
de reconstrução emocional após as descobertas. Relacionamento começou em 2013 Kaline conheceu o companheiro em 2013, quando tinha 19 anos
e estava concluindo a graduação em engenharia civil. Naquele momento, o foco
era a carreira profissional e não um relacionamento. Mesmo assim, o homem, 10
anos mais velho, insistiu em conhecê-la e passou a frequentar o bairro onde ela
morava, em Cipó, no interior da Bahia. Com o tempo, os dois começaram a namorar e permaneceram
juntos por cerca de 12 anos. Em entrevista à revista Marie Claire, Kaline
contou que, no início, o homem era carinhoso, atencioso e demonstrava interesse
constante por ela. Com o passar dos anos, porém, começaram a surgir sinais que
ela decidiu relevar. Ela afirma que o companheiro costumava inventar histórias
sobre a própria vida, dizendo, por exemplo, que havia perdido um irmão gêmeo,
tentado ser delegado e sobrevivido a uma tentativa de assalto. "Fui percebendo aos poucos suas invenções, mas não
queria gerar confusão. Acreditava que, como não era nada muito absurdo, poderia
relevar", contou. Ciúmes e controle marcaram a relação Além das mentiras, o relacionamento passou a ser marcado por
episódios de ciúmes e comportamento controlador. Segundo ela, o namorado chegou
a instalar um sistema de controle parental no celular, para monitorar mensagens
e a localização em tempo real dela. Após cerca de nove anos de relacionamento, a engenheira
iniciou terapia e percebeu que desejava terminar o namoro. Apesar disso, afirma
que encontrava dificuldades para romper a relação. "Estava extremamente esgotada, mas ele não aceitava,
não me deixava em paz. Quando terminei e fui para a casa da minha família, ele
foi atrás de mim", relembrou. Ela também afirmou que recebia ameaças e acabou retomando o
relacionamento. Morte inesperada Em outubro de 2025, o homem morreu em um acidente de carro
em Alagoinhas, entre Salvador e Cipó. Kaline conta que, inicialmente, acreditou
que o namorado estivesse viajando para encontrá-la de surpresa, já que ela
havia ido visitar familiares no interior da Bahia. Quando ele deixou de responder às mensagens, recebeu uma
ligação do sobrinho dele perguntando se sabia onde o tio estava. Pouco depois,
a irmã do companheiro confirmou que ele havia morrido. "Na hora, pensei que ele podia ter morrido por minha
causa", recordou. Somente no dia seguinte ela descobriu que ele retornava de
Sergipe quando sofreu o acidente. Descoberta começou no velório Abalada, Kaline permaneceu durante quase todo o velório em
uma sala reservada, sem conversar com os demais presentes, com culpa de querer
terminar o relacionamento antes da tragédia. Enquanto isso, sua mãe acabou
conhecendo outra mulher que afirmava estar no local para se despedir do
namorado da amiga. Durante a conversa, ambas perceberam que falavam da mesma
pessoa. "Minha mãe disse que estava no velório do genro dela. A outra
mulher respondeu que estava no velório do namorado da amiga dela. Quando
falaram o nome dele, descobriram que era a mesma pessoa", contou Kaline em
um vídeo publicado nas redes sociais. Segundo ela, a mãe optou por esconder a informação naquele
momento para evitar aumentar seu sofrimento. As traições vieram à tona Dias depois do enterro, Kaline encontrou publicações nas
redes sociais feitas por uma mulher que prestava homenagens ao falecido e dizia
ter vivido um relacionamento de três anos com ele. "Quando entrei nos stories, ela estava me criticando e
falando sobre o grande amor que tinha vivido com ele. Eu nunca poderia imaginar
que ele tivesse um caso com essa mulher", afirmou. A partir daí, outras descobertas surgiram. Segundo Kaline,
uma estagiária que trabalhava com ele também era uma das amantes, mas não sabia
que o homem ainda estava em um relacionamento. A jovem reuniu informações sobre diferentes relacionamentos
mantidos por ele e compartilhou o material com ela. Foi por meio desse
levantamento que a arquiteta descobriu que, antes do acidente, o namorado havia
viajado com outra jovem, de 19 anos, conhecida por meio de um aplicativo de
relacionamentos. "Ele morreu enquanto voltava de uma viagem com uma
amante de 19 anos. Ele tinha 41", relatou. Com o passar dos dias, Kaline afirma que descobriu que o
companheiro mantinha relacionamentos simultâneos com pelo menos quatro mulheres
em diferentes momentos. As conversas entre elas revelaram histórias semelhantes e
mostraram que ele costumava inventar compromissos profissionais e viagens para
justificar suas ausências. "A pessoa que morreu não era quem eu conhecia" As revelações transformaram completamente o processo de luto
vivido por Kaline. Ela conta que precisou ressignificar a imagem que tinha do
companheiro e enfrentar sentimentos contraditórios. "A pessoa que morreu não era a pessoa que eu
conhecia", afirmou. Em outro relato, disse ter sentido alívio ao perceber que
não seria mais monitorada pelo parceiro. "Quando ele morreu, senti certo
alívio, porque não teria mais o controle parental no meu celular e nem haveria
mais perseguições. Depois me senti culpada por pensar assim”, confessou. Kaline retomou a terapia e afirma que passou a compreender
melhor a dinâmica de manipulação vivida ao longo dos anos. Segundo ela, hoje o foco está em reconstruir sua autoestima
e entender por que permaneceu tanto tempo em um relacionamento marcado por
controle, mentiras e dependência emocional. "Aos poucos entendi que aquela pessoa com quem me
relacionei, de fato, não existe mais", concluiu.
EM, com fotos: Reprodução/TikTok
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