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13/09/2026
Professora morre em salão de beleza após receber uma injeção para queda de cabelo
CEILÂNDIA, DF - Uma mulher morreu após receber uma injeção
para tratamento capilar em um salão de beleza no Setor P, em Ceilândia.
Identificada como a professora Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, ela
foi ao estabelecimento no último sábado (5/9) para fazer as unhas e o cabelo.
No salão, foi oferecida a ela uma medicação com a promessa de evitar a queda e
fortalecer os fios. Lidiane aceitou e recebeu a injeção na região do glúteo.
Segundo o marido da vítima, Valdeci Alves dos Santos, logo após a aplicação,
ela começou a tossir e a se sentir mal. “Nós moramos muito perto do salão, então ela veio logo para
casa. Quando chegou, ela estava bem ofegante e transpirando muito. Eu perguntei
o que tinha acontecido e ela me disse que tinha tomado um coquetel para o
cabelo, mas já estava com dificuldade para falar”, lembrou Valdeci. O homem contou que levou a esposa à Unidade de Pronto
Atendimento (UPA) do P Norte e, durante o trajeto, ela desmaiou dentro do
carro. “Nós conseguimos atendimento rápido e ela chegou a ser reanimada. Mas
teve um choque anafilático por conta da reação alérgica ao medicamento que
tomou e não resistiu”, lamentou. Segundo Valdeci, o relatório médico aponta que
Lidiane sofreu sete paradas cardíacas. Enquanto Lidiane era atendida na unidade de saúde, Valdeci
voltou ao salão de beleza para descobrir o nome do medicamento e auxiliar a
equipe médica no atendimento. “A mulher me mostrou o nome do coquetel, falou
que era biomédica e que outras pessoas tinham tomado o mesmo que ela
(Lidiane)”, contou. A responsável pela aplicação do medicamento acompanhou
Valdeci até a UPA. Segundo ele, porém, após a confirmação da morte de Lidiane,
ela deixou o local. “Eu fiquei desesperado, fui resolver as coisas do enterro
da minha esposa e ela desapareceu”, afirmou o marido. Em busca de Justiça, Valdeci denunciou o caso à 15ª
Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro). Ele retornou à unidade na sexta-feira
(11/9) para buscar informações sobre a investigação e descobriu que a
responsável pela aplicação havia se apresentado na delegacia acompanhada de um
advogado e permanecido em silêncio. Segundo Valdeci, uma cabeleireira e uma
cliente do salão também prestaram depoimento. “Eu quero justiça. Foi um homicídio, mesmo que de forma
culposa, mesmo que ela não tivesse intenção de matar, ela foi imprudente. Ela
não perguntou se minha esposa sofria de alguma doença, não fez nenhum teste de
alergia”, declarou Valdeci. Segundo ele, a principal motivação para denunciar o
caso é alertar outras pessoas. “Mesmo que ela não tivesse a intenção, nós somos
responsáveis pelo que fazemos”, afirmou. Lidiane deixa uma filha de 26 anos, médica, que mora no
Paraná por conta dos estudos. O viúvo contou que a mulher tinha boa saúde, mas
sofria de bronquite asmática desde a infância e tinha alergia a alguns
medicamentos. “A pergunta que não sai da nossa cabeça é esta: por que ela
aceitou tomar isso? Ela estava muito feliz pela profissão da nossa filha e, no
fim, ofertaram esse medicamento que ceifou a vida da minha esposa”, lamentou. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o caso é
investigado pela 23ª Delegacia de Polícia (Setor P Sul), como homicídio culposo
e exercício ilegal da medicina.
Correio Braziliense, com foto: Reprodução/Redes Sociais
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