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13/09/2026
Tem paraibano na lista encontrada pela PF na churrasqueira de Ciro Nogueira com nomes de deputados e valores
BRASÍLIA, DF - A Polícia Federal apreendeu uma lista
manuscrita intitulada “Câmara”, acompanhada por primeiros nomes de
parlamentares e numerações que os investigadores apontam como prováveis
valores, no interior de uma churrasqueira na residência do senador Ciro Nogueira
(PP-PI), em Brasília. A apreensão ocorreu durante o cumprimento de mandados de
busca e apreensão no âmbito da 5ª fase da Operação Compliance Zero, realizada
na residência do parlamentar no bairro Lago Sul. De acordo com os autos da investigação, uma funcionária
doméstica do imóvel afirmou aos agentes federais que recebeu orientações do
próprio senador para incinerar o conjunto de papéis deixado no local, sob a
justificativa de que se tratava de material antigo ou sem serventia. O descarte
por meio de fogo não se concretizou por falta de tempo hábil da trabalhadora
antes do início das buscas operacionais. No relatório enviado às autoridades judiciais, a equipe de
investigação detalhou o teor da anotação apreendida: “Na churrasqueira da residência, foram localizados
documentos que, segundo a funcionária Débora, haviam sido entregues pelo
investigado para serem queimados, sob a justificativa de serem ‘antigos ou sem
serventia’. Tais papéis seguirão para análise contextualizada pela equipe de
investigação. A equipe policial encontrou um rascunho em que consta o nome
‘CAMARA’, seguido por vários nomes, possivelmente de parlamentares. A PF
relaciona alguns nomes políticos conhecidos: “‘ARTHUR’ (provavelmente Arthur
Lira), ‘HUGO’ (provavelmente Hugo Motta), ‘ELMAR’ (provavelmente Elmar
Nascimento), ‘LUIZINHO’ (provavelmente ‘Doutor Luizinho’), ‘ADOLFO’
(provavelmente Adolfo Viana), ‘ISNALDO (provavelmente Isnaldo Bulhões), dentre
outros passíveis de identificação. Ressalte-se que, ao lado de cada nome, há números
e, em seguida, valores (provavelmente), o que carece de esclarecimento.” Até o presente momento no processo judicial da investigação,
não há registros de desdobramentos formais ou imputações diretas formuladas
pela Polícia Federal a partir da referida lista. Nomes e numerações apontados pela Polícia Federal: Arthur, 40
(associado pela PF a Arthur Lira) Hugo, 10
(associado pela PF a Hugo Motta) Elmar, 10
(associado pela PF a Elmar Nascimento) Luizinho, 10
(associado pela PF a Doutor Luizinho) Adolfo, 10
(associado pela PF a Adolfo Viana) Isnaldo, 10
(associado pela PF a Isnaldo Bulhões) Diego, 5 Altineu, 5 Netinho, 5 Alto padrão financeiro e manifestação dos citados Além das anotações manuscritas, o relatório dos agentes
encarregados das buscas chamou a atenção para o elevado padrão socioeconômico
verificado na residência de Ciro Nogueira. Os policiais registraram no termo de
diligência a presença de itens de elevado valor comercial, como bebidas de alto
custo e artigos de vestuário importados: “A diligência também evidenciou sinais de elevado padrão
econômico, a exemplo de adega contendo vinhos e whiskies de alto valor e
diversas bolsas de grife internacional. No closet, foram identificadas várias
malas de viagem vazias com etiquetas em nome de terceiros, incluindo familiares
do investigado, circunstância que levantou suspeitas quanto à possível
utilização para transporte de valores.” Procuradas pelo portal G1 para responder sobre o achado
policial, as assessorias e os parlamentares citados emitiram seus
posicionamentos formais. Assessoria do deputado Arthur Lira (PP-AL): “O
ex-presidente da Câmara desconhece as anotações mencionadas e não pode
responder por esse registro.” Assessoria do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB):
Afirmou que o atual presidente da Câmara dos Deputados não vai se manifestar
sobre o tema. Deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA) ao g1:
Disse repudiar “completamente” qualquer menção ao nome dele, sobretudo em uma
anotação que classificou como “apócrifa”. Ele também ressaltou que não é do
partido de Ciro Nogueira e nunca “fez política” com o senador do PP. “Estamos vivendo um momento policialesco, que está voltado à
classe política e que deveria estar voltado à conduta de maus policiais. Nunca
tive qualquer relação que possa implicar que meu nome esteja em uma coisa
dessas.” completou.
ICL Notícias, com fotos: Divulgação/Polícia Federal
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