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16/09/2026
Datafolha e Quest: Lula lidera em 10 estados e Flávio Bolsonaro em 9, na disputa presidencial
SÃO PAULO, SP - O mapa da corrida presidencial de 2026
mostra uma divisão regional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e
o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Levantamento feito pela Folha de S. Paulo,
considerando pesquisas do Datafolha e da Quaest realizadas nas 27 unidades da
Federação ao longo das últimas três semanas, colocam o petista na liderança em
dez estados, enquanto Flávio aparece à frente em outros nove e no Distrito
Federal. A vantagem de um sobre o outro, porém, nem sempre é
suficiente para configurar uma liderança isolada. Em seis estados, os dois
estão tecnicamente empatados. Goiás foge dessa dinâmica: Ronaldo Caiado (PSD),
que governou o estado por dois mandatos, entre 2019 e 2026, ocupa numericamente
a primeira posição, mas também está em empate técnico com Flávio Bolsonaro. A análise considera os cenários pesquisados sem Pablo Marçal
(PRTB), que teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral
(TSE). Apesar das diferenças locais, os resultados revelam uma
divisão geográfica que, em parte, se aproxima daquela observada nas últimas
eleições presidenciais entre o PT e Jair Bolsonaro (PL). Lula concentra sua
força no Nordeste, onde lidera nos nove estados, e também aparece à frente no
Pará, o mais populoso da região Norte. Flávio, por outro lado, obtém vantagem
principalmente no Sul e em boa parte do Centro-Oeste. Nordeste concentra maiores vantagens de Lula É no Nordeste que Lula se distancia de Flávio. O caso mais
expressivo é o Piauí: o presidente alcança 60% das intenções de voto, enquanto
o senador registra 19%. No Maranhão, a diferença também é ampla, com 58% para o
petista e 20% para o adversário. Mesmo com a liderança em todos os estados da região, o
desempenho de Lula varia. Alagoas apresenta o menor percentual do presidente no
Nordeste, com 44%. Bahia e Paraíba vêm em seguida, ambas com 50%. A Bahia ocupa posição relevante nesse quadro por ser o
quarto maior colégio eleitoral brasileiro. Em 2022, Lula terminou a disputa
presidencial no estado com uma vantagem de 4 milhões de votos sobre Jair
Bolsonaro. Fora do Nordeste, os maiores percentuais passam a ser de
Flávio. O senador chega a 52% em Roraima, seu melhor resultado entre os
estados, e marca 45% tanto em Santa Catarina quanto em Rondônia. DF está entre unidades com menor concentração em Lula e
Flávio No Distrito Federal, Flávio aparece à frente na corrida
presidencial, mas a capital também integra o grupo de unidades da Federação em
que as intenções de voto estão menos concentradas nos dois principais
candidatos. Depois de Goiás e São Paulo, DF, Minas Gerais, Ceará e Mato Grosso
do Sul aparecem entre os locais onde outras candidaturas encontram maior
espaço. A situação é diferente em Alagoas, Maranhão e Rio Grande do
Norte, onde os demais concorrentes registram seus menores desempenhos diante da
concentração das intenções de voto em Lula e Flávio. O Centro-Oeste também abriga a principal exceção à
polarização observada no país. Em Goiás, Caiado registra 28%, diante de 27% de
Flávio e 20% de Lula, segundo a Quaest. Embora esteja numericamente à frente, o
ex-governador goiano aparece tecnicamente empatado com o senador. A presença de Caiado distribui as intenções de voto entre
três candidaturas competitivas e faz de Goiás o caso mais distante de uma
disputa concentrada em Lula e Flávio. Sudeste tem diferenças dentro da margem de erro Nos três maiores colégios eleitorais do Sudeste, nenhum dos
dois principais candidatos consegue estabelecer uma vantagem ampla. Em São
Paulo, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 35%, contra 33% de
Lula. A diferença, no entanto, está dentro da margem de erro. O mesmo ocorre no Rio de Janeiro. O senador registra 39%,
enquanto o presidente soma 35%, resultado que também configura empate técnico. Em Minas Gerais, a ordem se inverte. Lula marca 37% e
Flávio, 35%, novamente sem distância suficiente para afastar o empate técnico.
Segundo maior colégio eleitoral do país, o estado deu ao petista uma vitória
por margem mínima na eleição presidencial de 2022. A disputa mineira também chama atenção pelo desempenho de
Romeu Zema (Novo). O ex-governador, que tinha 10% das intenções de voto, caiu
para 5% na pesquisa mais recente do Datafolha, divulgada na sexta-feira (11/9).
No mesmo levantamento, Flávio avançou de 31% para 35%, enquanto Lula permaneceu
em 37%. O cenário contrasta com aquele encontrado por Caiado em
Goiás. Enquanto o goiano disputa as primeiras posições em seu estado, Zema
perdeu espaço em Minas. Na corrida estadual mineira, o governador Mateus Simões
(PSD), aliado do ex-governador, aparece numericamente na quarta posição. São Paulo também se diferencia pela presença dos demais
candidatos. Excluídos Lula e Flávio, os outros nomes somam 28% das intenções de
voto. Augusto Cury (Avante) aparece com 7%, enquanto Renan Santos (Missão)
registra 6%. Apenas Goiás apresenta uma disputa ainda menos concentrada nos
dois principais concorrentes. Norte se divide entre os dois candidatos Os sete estados do Norte se distribuem entre Lula e Flávio
sem que um dos candidatos domine toda a região. O presidente lidera
isoladamente no Pará e aparece numericamente à frente no Amazonas, Tocantins e
Amapá. Flávio, por sua vez, ocupa a primeira posição em Rondônia,
Acre e Roraima. É justamente em Roraima que o senador alcança seu maior
percentual no país, com 52%. Rondônia também está entre seus melhores
desempenhos, com 45%. Flávio lidera nos três estados do Sul O Sul é a única região em que Flávio Bolsonaro aparece na
primeira colocação em todos os estados. Santa Catarina se destaca com 45% das
intenções de voto, o segundo maior percentual do senador entre as unidades da
Federação. No Rio Grande do Sul, a distância é menor. Flávio registra
34%, contra 28% de Lula, uma vantagem situada no limite da margem de erro.
Contudo, os institutos consideram improvável um cenário de empate.
EM, com fotos: Saulo Cruz/Agência Senado e Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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