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05/10/2026
Médica é suspeita de orientar funcionários a “não dar alta para petistas” no dia da eleição
GOIÂNIA, GO - Uma médica da Maternidade Célia Câmara, em
Goiânia, é suspeita de orientar funcionários a "não dar alta a
petistas" no fim de semana de eleição. Segundo a denúncia feita ao
Ministério Público Federal, Marcella Segato de Sousa Melo, que é chefe da
ginecologia e obstetrícia, teria enviado a mensagem na sexta-feira (2). Em
nota, a maternidade informou que as manifestações ocorreram em um grupo interno
e privado de profissionais médicos, não representando o posicionamento da
administração do Hospital (veja a nota na íntegra ao fim do texto). A defesa da médica não foi localizada. De acordo com o
hospital, a profissional foi retirada da escala de trabalho. A informação é do
g1. Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás
(Cremego) disse que as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos,
recebidas pelo Cremego ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam
em total sigilo. Disse ainda que solicita esclarecimentos ao médico responsável
técnico pela instituição citada nas denúncias. Segundo mensagens exibidas pela TV Anhanguera, a médica
teria enviado a seguinte mensagem em um aplicativo de mensagens, fazendo
referência à simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT): "Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar
alta para ninguém, a maioria é petista". Neste domingo (4), milhões de eleitores foram as urnas em
Goiás para votar para os cargos de presidente, governador, deputado federal,
deputado estadual e senador. O hospital disse que não adota posicionamento
político-partidário e pauta sua atuação pelos princípios que regem a
assistência pública à saúde, pela ética profissional e pelos critérios técnicos
e assistenciais aplicáveis a cada paciente. "Decisões relativas à internação, permanência
hospitalar e alta devem observar exclusivamente critérios clínicos, técnicos,
éticos e de segurança do paciente, independentemente de qualquer convicção
política, ideológica, religiosa ou de outra natureza", diz a nota da
maternidade. A maternidade disse ainda que, diante das informações
recebidas, adotará procedimentos para a apuração dos fatos. "Caso sejam
constatadas condutas incompatíveis com essas normas, serão adotadas as medidas
cabíveis". Sobre o caso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de
Goiânia tomou medidas administrativas para a apuração dos fatos assim que soube
dos fatos relatados. Reforçou ainda a orientação às equipes quanto à
necessidade de garantir atendimento adequado, ético e respeitoso a todos os
usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Leia a nota da maternidade na íntegra "O Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia
Câmara informa que não adota posicionamento político-partidário e pauta sua
atuação exclusivamente pelos princípios que regem a assistência pública à
saúde, pela ética profissional e pelos critérios técnicos e assistenciais
aplicáveis a cada paciente. As manifestações mencionadas na solicitação encaminhada
pela imprensa ocorreram em grupo interno e privado de profissionais médicos e
constituem manifestações de caráter pessoal de seus participantes, não
representando, em nenhuma hipótese, posicionamento da Administração do Hospital
ou da instituição responsável pela gestão da unidade. O Hospital ressalta, ainda, que manifestações ou
preferências políticas de caráter pessoal não se confundem com as condutas
médicas e assistenciais adotadas na unidade. Decisões relativas à internação,
permanência hospitalar e alta devem observar exclusivamente critérios clínicos,
técnicos, éticos e de segurança do paciente, independentemente de qualquer
convicção política, ideológica, religiosa ou de outra natureza. Diante das informações recebidas, a Administração adotará
os procedimentos internos apropriados para apuração dos fatos e de seu
contexto, assegurados o contraditório, a adequada instrução e a observância das
normas institucionais e profissionais aplicáveis. Caso sejam constatadas
condutas incompatíveis com essas normas, serão adotadas as medidas cabíveis. O Hospital reafirma seu compromisso com uma assistência
impessoal, humanizada, ética e tecnicamente orientada, garantindo tratamento
isonômico a todos os usuários do Sistema Único de Saúde. Por fim, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia
informa que, assim que tomou conhecimento dos fatos relatados, adotou as
medidas administrativas cabíveis para a apuração da conduta mencionada. A Secretaria também reforçou a orientação às equipes
quanto à necessidade de garantir atendimento adequado, ético e respeitoso a
todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara -
Secretaria Municipal de Saúde (SMS)".
g1, com foto: Reprodução/TV Anhaguera
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