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03/11/2026
Briga em família: insatisfeita com enteados, Michelle pode deixar partido de Bolsonaro
BRASÍLIA, DF - Está em andamento uma articulação para tirar
a senadora eleita Michelle Bolsonaro do PL e levá-la para o Republicanos,
segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Uma das responsáveis pelas
conversas é a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), amiga próxima da
ex-primeira-dama. De acordo com o colunista, um político que acompanha o
movimento afirma que Michelle está “descontente com os filhos do marido e com a
condução do PL por Valdemar [Costa Neto]”. Estreia nas urnas Michelle foi eleita senadora pelo Distrito Federal em 4 de
outubro, na primeira disputa eleitoral da carreira, com cerca de 29% dos votos
válidos. A outra vaga do DF ficou com a deputada Bia Kicis, também do PL. Com a
eleição, Michelle se tornou a primeira ex-primeira-dama do país a conquistar um
cargo eletivo. Se a mudança se confirmar, ela vai dividir o mesmo partido
com Damares, que também representa o Distrito Federal no Senado. Atritos com Flávio A relação de Michelle com os enteados é marcada por
desgastes. Em junho, ela publicou vídeos nas redes sociais em que relatou ter
sido humilhada por Flávio Bolsonaro em uma ligação, depois de divergências
sobre as alianças do PL no Ceará. Segundo a ex-primeira-dama, o enteado disse
que ela deveria se afastar das decisões do partido por não entender de
política. Dias depois, em 30 de junho, Michelle deixou a presidência
do PL Mulher, após conversa com Valdemar. Cerca de um mês mais tarde, voltou
atrás e declarou apoio à candidatura de Flávio à Presidência. PL em reorganização A articulação ocorre em meio à crise no PL depois da derrota
de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno e
da fuga do senador para os Estados Unidos. Na terça-feira (27/10), dia em que
Flávio deixou o país, Valdemar se reuniu com Michelle e publicou uma foto ao
lado dela, dizendo que os dois conversaram sobre o futuro do partido. A cúpula do PL considera a ex-primeira-dama um dos
principais ativos da sigla. Ainda assim, as resistências dos enteados limitam o
espaço dela como interlocutora do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena
em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
EM, com foto: Alan Santos/PR
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