04/08/2025
FIEPB: diálogo e negociação precisam prevalecer na busca por consenso com o governo dos EUA
CAMPINA GRANDE, PB - Reiterando o que tem defendido a
Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente da Federação das
Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB) e da Associação Nordeste Forte,
Cassiano Pereira, ressaltou que o diálogo e o bom senso devem prevalecer em um processo
de negociação com o governo dos Estados Unidos da América (EUA), diante da
imposição de uma tarifa de importação de 50% para os produtos brasileiros. As
novas tarifas, oficializadas por decreto, têm previsão para entrar em vigor no
dia 6 de agosto e podem gerar grandes prejuízos para o setor industrial
brasileiro. De acordo com levantamento realizado pela CNI, com base em
dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC),
em 2024 os EUA foram o segundo principal destino das exportações da Paraíba.
Ainda segundo o levantamento, as remessas aos Estados Unidos representaram
21,6% das exportações do estado, com um valor estimado em US$ 35,6 milhões,
fazendo com que a Paraíba tivesse, no ano passado, a terceira maior concentração
do Brasil de exportações aos EUA. Nesse contexto, a indústria de transformação paraibana teve
um papel dominante, respondendo por 96,9% das exportações para o mercado
norte-americano. Conforme os dados da CNI, os principais setores exportadores
foram o de alimentos, com destaque absoluto (US$ 30,5 milhões, correspondendo a
85,5%), e o de couro e calçados (US$ 3,6 milhões, equivalente a 10,2%). A
partir desses números, a estimativa é de que o impacto negativo para o estado
pode ultrapassar R$ 101 milhões. Considerando esse cenário, que deve gerar impactos negativos
consideráveis na competitividade do setor industrial em todo o Nordeste, o
presidente Cassiano Pereira pontuou que o momento exige, além de cautela, a
convergência de esforços, em prol de um diálogo institucional que possa
encontrar a solução mais viável para a manutenção da boa relação comercial que
existe entre os dois países. "Na mesma direção do que tem defendido a Confederação
Nacional da Indústria, a FIEPB e a Associação Nordeste Forte seguem acreditando
que o diálogo e a negociação são, neste momento, as melhores alternativas para
demonstrar ao Governo Americano que essa sobretaxa vai gerar uma relação de
perde-perde para os dois países. Enquanto representantes da indústria do nosso
estado e da nossa região, seguiremos atentos ao desenrolar dos fatos, para
apoiar e defender o industrial neste cenário de imprevisibilidade",
explicou Cassiano Pereira.
Déborah Souza – Assessoria/FIEPB, com foto: Portal Instanotícias
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