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29/11/2025
Menino de 5 anos que estava sozinho em casa morre após cair do 12º andar do prédio onde morava
UBERLÂNDIA, MG - Um menino de 5 anos, identificado como
Matthew Cruz Mussa, morreu depois de cair de uma janela do 12º andar de um
prédio de Uberlândia (MG), no Triângulo Mineiro, na manhã desta sexta-feira
(28/11). O acidente aconteceu em uma torre do Residencial Mirante dos
Ventos, no Bairro Grand Ville. Segundo informações do 5º Batalhão do Corpo de
Bombeiros Militar, Matthew estava sozinho em casa no momento da queda, por
volta das 7h25. Conforme relatado à equipe dos bombeiros, o apartamento
tinha telas de proteção em todas as janelas, exceto na do banheiro, onde o
menino pegou uma mesinha e uma cadeira e chegou à janela. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
(Samu) examinou o menino e confirmou que ele tinha “ferimentos incompatíveis
com a vida”, confirmando a morte ainda no condomínio. Circunstâncias do acidente A síndica do condomínio, Roberta Fernandes Crosara,
descreveu o acidente como uma tragédia e a “situação mais grave” do condomínio,
que está “em choque” e presta solidariedade à família. Segundo ela, Matthew
estava sozinho em casa enquanto a mãe estava na academia do próprio condomínio.
“E a criança, ao que percebeu, provavelmente foi procurar a mãe. Debruçando na
janela, ela provavelmente escorregou e caiu a uma altura de 12 andares, em
torno de 40 metros de altura, vindo a óbito no local”, explicou. Conforme relatou à reportagem, o vidro da janela do banheiro
estava intacto e, próximo dela, tinha uma cadeira e uma mesinha infantil. “A
janela tem uma altura adequada em relação ao parapeito, ao guarda-corpo e à
norma técnica”, detalhou a síndica. Conforme explicou Roberta à reportagem, o condomínio faz
comunicados regulares sobre cuidados em relação à instalação de telas de
segurança e travas de segurança em todas as janelas, além de orientações sobre
não deixar crianças sem supervisão nas unidades privativas, áreas comuns e até
apartamentos. “Isso pode acarretar tragédias que a gente não pode consertar”,
afirmou. Uma moradora do condomínio, que não será identificada,
comentou em uma publicação que viu o acidente e a reação da mãe da criança. “Se
vocês vissem o desespero dessa mãezinha, não estariam julgando. É muito fácil
falar m**** sem ao menos saber o que aconteceu de fato”, afirmou. Ainda na
publicação, a moradora desejou que isso nunca aconteça com ninguém. “Tenham
compaixão da dor do próximo, mãe nenhuma imagina e quer ver isso acontecer com
seu filho”, finalizou. Em nota, a Polícia Civil informou que "a mãe da criança
foi conduzida à Delegacia de Plantão, onde foi lavrado o Auto de Prisão em
Flagrante", no entanto, como "não foram identificados elementos
mínimos que indiquem a configuração do crime" de abandono de incapaz, a
mãe da criança não foi presa. A corporação disse que segue com as investigações
para elucidar os fatos. Também em nota, a Polícia Militar afirmou que também
acompanhou a ocorrência, mas que não divulgará informações sobre o caso por
envolver uma criança. Matthew Cruz Mussa será velado nesta sexta-feira (28/11) em
Ituiutaba (MG), no Triângulo, a partir das 18h. A despedida ocorrerá na Sala I
da Funerária LIV, no centro da cidade. O sepultamento será feito no Cemitério
São José, no sábado (29). Veja a íntegra da nota da Polícia Civil "A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da 1a
Delegacia Regional de Polícia Civil em Uberlândia, informa que relação à
ocorrência envolvendo a morte de uma criança de cinco anos em um condomínio
residencial no bairro Grand Ville em Uberlândia, a mãe da criança foi conduzida
à Delegacia de Plantão, onde foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante. Após análise dos elementos de prova preliminarmente
existentes, a Autoridade Policial deixou de ratificar a prisão, uma vez que não
foram identificados elementos mínimos que indiquem a configuração do crime
previsto no art. 133 do Código Penal (abandono de incapaz). O referido tipo
penal exige a vontade livre e consciente de abandonar, isto é, afastar-se
deliberadamente, deixando a vítima exposta a risco previsível e imediato —
circunstâncias não verificadas no caso concreto. A Polícia Civil esclarece que as investigações prosseguem,
com a realização de diligências complementares e análise pericial detalhada,
visando esclarecer completamente as circunstâncias do fato. Novas informações
serão repassadas oportunamente, conforme o avanço dos trabalhos".
EM
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