|
29/11/2025
Defesa de Bolsonaro entra com novo recurso no STF contra condenação, para derrubar decisão de Moraes
BRASÍLIA, DF - A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro
apresentou nesta sexta-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo
recurso contra a condenação a 27 anos e três meses na ação penal da trama
golpista. O ex-presidente está preso em uma sala localizada na Superintendência
da Polícia Federal (PF), em Brasília. Os advogados protocolaram os chamados embargos infringentes
para tentar derrubar a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Na terça-feira
(25), o ministro já negou outro recurso da defesa, os embargos de declaração, e
determinou a execução da condenação de Bolsonaro e mais seis réus do núcleo 1
da trama golpista. Para a defesa, a decisão do ministro, que foi referendada
pela Primeira Turma, deve ser considerada como "erro judiciário" e
precisa ser revista. "Dada a máxima vênia, não cabe afirmar protelatório
recurso que sequer havia sido proposto. Aliás, sem tomar conhecimento de suas
razões, causa espécie tenha sido maculado de protelatório", afirmou a
defesa. Pelo entendimento da defesa, deve prevalecer no julgamento o
voto divergente do ministro Luiz Fux, que absolveu Bolsonaro pela participação
na trama golpista. "E justamente e virtude da ausência dos pressupostos
típicos para a caracterização do delito de pertencimento à organização
criminosa, o voto divergente de lavra do eminente ministro Luiz Fux foi preciso
ao absolver o embargante [Bolsonaro]", completaram os advogados. Jurisprudência Moraes determinou a execução das penas após entender que
Bolsonaro e dos demais réus não têm mais direito a recorrer das condenações. O ministro citou a jurisprudência da Corte e disse que o
ex-presidente não tem direito aos embargos infringentes. Para conseguir que o caso fosse julgado novamente, Bolsonaro
precisava obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo
de 3 votos a 2 no julgamento realizado no dia 11 de setembro e que condenou os
acusados. No entanto, o placar pela
condenação foi de 4 votos a 1. O novo recurso será analisado por Alexandre de Moraes. Não
há prazo para decisão.
André Richter/Amanda Cieglinski – Agência Brasil, com foto: Ton Molina/STF
|