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04/01/2026
Adriano Galdino critica ação militar dos EUA na Venezuela e alerta para risco ao Direito Internacional
JOÃO PESSOA, PB - O presidente da Assembleia Legislativa da
Paraíba (ALPB), deputado Adriano Galdino (Republicanos), manifestou preocupação
com o que classificou como uma grave violação do Direito Internacional após o
bombardeio dos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura do presidente
venezuelano, Nicolás Maduro. Em posicionamento público, o parlamentar afirmou que o
episódio representa um precedente perigoso para a segurança global e, em
especial, para a América do Sul. Segundo Galdino, sua manifestação não tem como
objetivo defender o regime venezuelano. Ele ressaltou que Nicolás Maduro é
responsável por uma profunda crise política, econômica e humanitária, que
resultou no maior êxodo da história da América do Sul, com mais de 7 milhões de
venezuelanos forçados a deixar o país. Muitos deles, lembrou o deputado, vivem
hoje em situação de extrema vulnerabilidade em cidades brasileiras. Para o presidente da ALPB, o ponto central do debate é o
respeito às normas internacionais. “Nenhum país pode invadir outro sem legítima
defesa ou autorização da Organização das Nações Unidas. Quando isso não ocorre,
o que está em jogo é a própria ordem internacional”, avaliou. Galdino também
destacou que, de acordo com sua interpretação, a ação violaria inclusive a
legislação interna dos Estados Unidos, que prevê a necessidade de autorização
do Congresso para operações militares desse tipo. O presidente alertou ainda para os impactos geopolíticos da
escalada do conflito. Ao trazer a guerra para a América do Sul — região que,
segundo ele, viveu décadas de relativa estabilidade desde o conflito das
Malvinas, em 1982 — o episódio abriria espaço para a insegurança e a
instabilidade regional. “Se a força passa a substituir o Direito, nenhum país
está realmente seguro”, afirmou, citando nações como Brasil, Colômbia e México. Na avaliação de Adriano Galdino, o enfraquecimento das
regras internacionais representa uma ameaça direta à diplomacia e ao diálogo
entre os povos. “Quando o Direito cede, avança a barbárie. O mundo acorda mais
inseguro, mais vulnerável e mais frágil”, concluiu.
Assessoria, com foto: Reprodução/Instagram
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