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11/01/2026
Pix na malha fina: veja em detalhes cinco erros comuns que podem te levar à Receita Federal
BELO HORIZONTE, MG - A facilidade do Pix trouxe uma nova
preocupação para milhões de brasileiros: a fiscalização da Receita Federal. O
Fisco está cruzando informações das movimentações financeiras para identificar
inconsistências na declaração do Imposto de Renda. Transações que parecem
inofensivas podem, na verdade, acender um alerta e levar o contribuinte
diretamente para a malha fina. Isso acontece porque as instituições financeiras são
obrigadas a informar à Receita, por meio da declaração e-Financeira, todas as
movimentações mensais que ultrapassam R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil
para pessoas jurídicas. Com esses dados em mãos, o sistema consegue comparar o
que foi movimentado com o que foi declarado como rendimento, buscando por
qualquer divergência. Para evitar problemas, é fundamental conhecer os deslizes
mais comuns que chamam a atenção do Leão. Entender essas armadilhas é o
primeiro passo para usar a ferramenta de pagamentos instantâneos com segurança
e manter as contas em dia. 5 erros com o Pix que podem gerar problemas Pequenos descuidos no dia a dia podem se transformar em
grandes dores de cabeça. Veja a seguir as práticas que devem ser evitadas para
não cair na malha fina por causa de transações via Pix. - Não declarar vendas ou serviços: Usar o Pix para receber
pagamentos por produtos ou serviços, como autônomo ou microempreendedor, e não
emitir nota fiscal ou declarar esses valores é o erro mais comum. A Receita
pode interpretar esses recebimentos como renda omitida. - Receber transferências de várias pessoas: Receber valores
de diferentes CPFs com frequência, mesmo que baixos, pode ser visto como uma
atividade comercial não declarada. Situações como “vaquinhas” ou rateio de
despesas precisam ser bem documentadas para não serem confundidas com renda. - Movimentar valores incompatíveis com a renda: Se sua renda
declarada é de R$ 3 mil mensais, mas sua conta movimenta R$ 15 mil via Pix todo
mês, isso gera um sinal de alerta automático. A movimentação financeira precisa
ser compatível com os rendimentos informados ao Fisco. - Não formalizar doações e empréstimos: Receber um valor
alto como presente ou empréstimo de um amigo ou familiar e não formalizar a
transação é arriscado. Doações de valores expressivos podem exigir o pagamento
do ITCMD (imposto estadual que varia conforme o estado), e empréstimos precisam
constar na declaração de ambas as partes. - Misturar contas pessoal e empresarial: Utilizar a mesma
conta bancária para despesas pessoais e para as finanças de um negócio (mesmo
que informal) dificulta a comprovação da origem do dinheiro. O ideal é ter
contas separadas para justificar as movimentações de forma clara. Manter um controle das transações e guardar comprovantes que
justifiquem a origem de valores elevados é uma prática recomendada. A
organização financeira é a principal aliada para garantir que o uso do Pix seja
apenas uma facilidade, e não um problema com a Receita Federal. Vale ressaltar que a Receita Federal não monitora cada
transação individualmente em tempo real, mas cruza dados consolidados para
identificar incompatibilidades entre movimentação e renda declarada.
EM (uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção
desta reportagem, sob supervisão editorial humana), com foto: Bruno Peres/Agência Brasil
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