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03/02/2026
Mãe denuncia pastor por abuso sexual de sua filha de 3 anos, durante viagem em família
BELO HORIZONTE, MG - Uma mulher de 26 anos denunciou um
pastor evangélico, casado com a mãe dela, por abuso sexual contra sua filha de
3 anos, durante uma viagem em família a Guarapari, no Espírito Santo. O caso
foi registrado em Belo Horizonte e está sob apuração da Polícia Civil do
Espírito Santo (PCES), já que os fatos aconteceram neste estado. Segundo o relato da mãe da criança, a família estava
hospedada em um quarto compartilhado na cidade capixaba no dia 3 de janeiro
deste ano. No local estavam ela, a mãe, o suspeito, com seus dois filhos de 1 e
5 anos e a suposta vítima. O homem denunciado vive com a mãe dela há mais de duas
décadas. O investigado ocupava o cargo de pastor titular em uma congregação na
capital mineira, que teve as atividades encerradas após a repercussão da
denúncia. De acordo com a denunciante, depois de passar o dia com a
filha na praia, ela deu banho na criança e pediu a sua mãe que ficasse com a
menina enquanto saía por cerca de uma hora para ir ao supermercado. Ao
retornar, encontrou a filha chorando muito dentro do quarto. Ao entrar no
cômodo, o suspeito estava deitado e "fingia que estava dormindo". “Ela chorava muito, chegou a vomitar de tanto chorar. Eu
entrei no quarto e tirei minha filha imediatamente dali”, relatou. A mãe disse que perguntou a criança o que havia acontecido e
ouviu o relato do abuso. Conforme o boletim de ocorrência, a menina reclamou de
dores e disse que o suspeito colocou a mão em suas nádegas. Ainda segundo o
registro policial, a mãe gravou o relato da filha logo após o episódio,
material que foi anexado à ocorrência. Ela disse ter encontrado fezes na roupa
íntima da menina após o ocorrido. A avó da criança, esposa do suspeito, não presenciou a
situação. Segundo a denunciante, a mãe estava em outro cômodo do imóvel e
afirmou não ter ouvido nada. Confronto A mulher relata que confrontou o suspeito logo após ouvir o
relato da filha. Segundo ela, o homem negou as acusações e passou a gritar com
a criança. “Na hora em que ele começou a xingar a minha filha, eu tirei ela do
quarto. Ela só tem três anos”, contou. A denunciante afirma que a filha nunca demonstrou ter medo
do suspeito antes do episódio. “Ela sempre chamou ele de ‘vovô’, abraçava,
nunca teve reação de receio”, disse. A mãe da criança acionou a Polícia Militar no Espírito
Santo. Segundo o boletim de ocorrência, ela foi informada de que o caso deveria
ser registrado também em Belo Horizonte, cidade de residência da família, para
o prosseguimento das medidas legais. Já em Belo Horizonte, a mulher acionou
novamente a Polícia Militar e registrou a ocorrência na Delegacia Especializada
em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depcar). A menina foi submetida a exames periciais. De acordo com a
denunciante, a médica legista que avaliou a menor teria afirmado que o modo de
agir é característico de indivíduos com "experiência" nesse tipo de
conduta. Embora a investigação tenha sido iniciada em Minas Gerais, o delegado
responsável esclareceu que a competência para solicitar a prisão preventiva é
da justiça do Espírito Santo, local do crime. A mulher também afirmou que sofreu violência sexual por
parte do mesmo homem desde os 5 anos de idade, período em que passou a morar
com a mãe e o então companheiro. Segundo ela, os episódios ocorreram por anos,
principalmente durante a madrugada, quando dormia no mesmo quarto que ele. “Eu dormia num colchão no chão, ao lado da cama. Era durante
a madrugada que isso acontecia”, relatou. De acordo com a denunciante, após passar a ter um quarto
separado, os episódios com contato físico cessaram, mas as situações de
constrangimento continuaram. “Ele ia até a porta do meu quarto e ficava se
masturbando”, afirmou. Ainda segundo o relato, a mulher diz que contou diversas
vezes à mãe sobre o que vivenciava na infância, mas nenhuma providência foi
tomada. Após a denúncia envolvendo a filha, ela afirma que a mãe passou a
apoiar o marido e a culpá-la pela situação, o que resultou no rompimento do
contato entre elas. Suspeitas envolvendo outra criança A denunciante também relatou comportamentos considerados
inadequados envolvendo o irmão de 5 anos, filho do suspeito. Segundo ela, a
criança passou a apresentar sinais de sexualização precoce e foi exposta a
conteúdos impróprios no computador do pai. Em outro episódio, ainda segundo a mulher, o menino afirmou
que o pai teria tocado em seu corpo, mas depois voltou atrás, dizendo que “foi
o diabo” que o fez falar aquilo. Para a denunciante, há indícios de que o
menino tenha sido coagido. Investigação e paradeiro Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que
a ocorrência foi registrada na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e
ao Adolescente, onde foram adotadas as providências iniciais, incluindo o
pedido de medida protetiva para a criança. Como os fatos ocorreram no Espírito Santo, o procedimento
foi encaminhado à Polícia Civil do estado. O investigado não foi localizado em
Belo Horizonte; a denunciante afirma ter informações de que ele teria fugido
para outro estado, onde tem familiares. A reportagem procurou a Polícia Civil
capixaba e até o fechamento desta matéria não teve retorno. O espaço segue em
aberto.
EM, com foto: Divulgação/Polícia Militar
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