|
10/02/2026
Piloto preso no Aeroporto de Congonhas por pedofilia pagava mães e avós para abusar de meninas
SÃO PAULO, SP - O piloto preso no Aeroporto de Congonhas
nesta segunda-feira (9), suspeito da prática de pedofilia, é o líder de uma
rede de exploração sexual de menores, segundo afirmou a polícia de São Paulo em
entrevista coletiva nesta manhã. “Esta é uma investigação que começou há três meses e tudo
aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração e de pornografia
infantil. Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava para motel, com
RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos. Hoje
ela já está com 12 anos”, contou a delegada Ivalda Aleixo. Na operação desta segunda, chamada de Apertem os Cintos,
também foram presas duas mulheres. Uma delas é uma avó que “vendeu” três netas
para o piloto. A outra é uma mãe que também cedeu sua filha ao criminoso. Essa
mãe sabia dos abusos e ainda auxiliava o homem, mandando para fotos e vídeos da
menina. “Quando ele tinha contato físico com essas crianças, ele as
estuprava. Uma delas está toda machucada. Ele bateu nela semana passada, em um
motel”, revelou a delegada. Para conseguir ter acesso às meninas, o criminoso usava
diversos tipos de abordagem e uma delas era entrar em contato direto com as
mães e avós das vítimas. Ele afirmava para essas pessoas que gostava de
crianças especificamente, embora pudesse se relacionar com as mulheres para
chegar às menores. Quando recebia fotos e vídeos de suas futuras vítimas, ele
fazia pagamentos às responsáveis de R$ 30, R$ 50 e R$ 100. Ele também comprava
medicamentos para a família, pagava aluguéis e chegou a comprar um aparelho de
TV. Até o momento, dez vítimas foram identificadas pela polícia
mas, segundo os investigadores, há dezenas de outras que aparecem em fotos e
vídeos no celular do piloto. A maior parte delas têm entre 12 e 13 anos. Prisão no aeroporto Segundo a polícia, o suspeito foi preso dentro do avião no
Aeroporto de Congonhas porque foi a maneira mais rápida de saber onde ele
estaria. Devido à rotina de piloto, havia dificuldade de encontrá-lo em sua
casa, que fica na cidade de Guararema, na Grande São Paulo. “Optamos por pedir
a escala dele para a empresa e aí identificamos que faria um voo hoje. Ele já
estava lá, dentro do avião”. O homem afirmou à delegada que é casado pela segunda vez e
tem filhos de seu primeiro casamento. A
atual esposa, uma psicóloga, foi até a delegacia onde está o homem e se mostrou
horrorizada. Segundo a delegada Ivalda, ela não tinha conhecimento das práticas
criminosas do marido. A polícia continua investigando o caso e vai entrar em
contato com as outras vítimas.
Amanda Cieglinski – Agência Brasil, com foto: Divulgação/Polícia Civil
|